Quando o assunto é gravidez, milhares de mitos começam a fazer parte da vida da gestante que por muitas vezes acaba acreditando em tudo para não correr o risco de complicar o desenvolvimento do feto. Mas afinal grávida pode andar de moto?

Para a obstetra e ginecologista do Hospital Beneficiência Portuguesa, Dra. Raiana Falzolinni, no primeiro bimestre de gestação, a mulher grávida pode andar de moto, seja pilotando ou na garupa, sem problemas, desde que a mulher esteja consciente de que andar de moto é uma escolha mais arriscada. “A motocicleta não conta com um cinto de segurança para segurar seu corpo no caso de um impacto ou acidente, não conta com um apoio para as costas e nem com alguma proteção que diminua o impacto com o solo”, explica Dra. Raiana.

Porém, a partir do terceiro mês a barriga da gestante deve começar a crescer e, além de ficar desconfortável para montar na moto, durante o percurso a falta de equilíbrio pode deixar a mulher mais vulnerável a possíveis quedas, o que é considerada alto risco durante a gestação.

“A partir do terceiro mês temos três problemas: a mulher fica exposta a possíveis quedas, devido a falta de equilíbrio, dores nas costas podem surgir, por causa da posição inclinada tanto para pilotar quanto na garupa e, em casos de tombo ou impactos, a placenta pode se descolar causando o aborto”, alerta Dra. Raiana.

Além disso, a médica indica que o cuidado seja tomado também com bicicletas. “É importante que a gestante pratique atividades físicas, mas é preciso ficar de olho à quantidade de esforço envolvida nas pedaladas”, alerta.

“Na gravidez, há o aumento do peso corporal e a mudança do seu eixo. Além disso, as juntas e articulações ficam mais moles e suscetíveis a entorses”, esclarece Marcos Tadeu Garcia, obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.

Vale lembrar que no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não há nenhum artigo que proíba a circulação sobre duas rodas de mulheres gestantes.

Fonte: revistamundomoto.com.br