Acreditando na franca expansão desse segmento, a Triumph está ampliando sua linha de motocicletas com o modelo Thunderbird Commander.

Apresentada mundialmente em 2013, a Commander em relação a sua irmã Storm traz uma visual mais clássico com maiores elementos cromados, banco mais confortável e pneu mais largo na dianteira, com o mesmo motor T16 de 1699 cilindradas.

Quem me conhece sabe que não sou lá muito fá das motocicletas de estilo “custom”, que a Triumph chama de cruiser.

Quando afirmo não curtir muito este estilo se deve ao conforto para piloto e garupa, sendo quase sempre necessárias pequenas mudanças para melhorá-la, suspensão que nas esburacas ruas brasileiras, torna a pilotagem sofrível e o fato dessas grandes motos não privilegiarem o baixinhos, deixando os comandos dos pés em distância incômoda.

Por incrível que possa parecer, senti prazer em pilotar a Commander e é a primeira custom que não seria necessárias mudanças e muito menos já sair correndo para colocar um sissy-bar para a exigente garupa de casa.

Explico: o banco da garupa além de bem confortável, fica posicionado de tal maneira que não há necessidade do acessório, mesmo em médias viagens/passeios como pudemos fazer acima de 150km de distância.

O banco do piloto, além de muito confortável (largo e espesso) ele não diminui o ângulo das pernas para apoiar os pés no chão ou na pedaleira.

A ergonomia, realmente, ficou excelente nessa motocicleta: além de ficar bem sentado, as pernas e braços ficam em posição relaxados, guidão é largo, mas não exageradamente, os botões de acionamento estão bem posicionados e os pés ficam bem apoiados nas belas pedaleiras. O console do painel de instrumentos montado sobre o tanque, e contendo velocímetro analógico clássico, medidor de combustível e uma tela de LCD com informações como autonomia, hodômetro, relógio, mas achei que para ver tudo isso o piloto precisa abaixar muito a cabeça para visualização e tirar o olho da via não é bom negócio.

Thunderbird

Pilotar a Thunderbid Commander é fácil, foi uma grata surpresa sua maneabilidade, apesar do seu tamanho. Mesmo com garupa, a impressão é que nada muda com o peso adicional. Isso deve a boa distribuição de peso, tornando a moto na mão o tempo todo, seja em baixa ou alta velocidade em retas ou em curvas com excelente estabilidade. Mesmo com o pneu dianteiro mais largo, a direção é neutra, precisa e nem leve, nem pesada demais.

Além da distribuição de peso, um bom acerto de chassi, rodas/pneus de 17 polegadas, suspensão (na dianteira garfos Showa de 47 mm, amortecedores traseiros duplos Showa com pré-carga ajustável em cinco posições e molas de elasticidade dupla), que jamais deu fim de curso, mesmo nas onduladas ruas paulistas, completa a boa ciclística mais um motor bicilíndrico paralelos, duplo comando, oito válvulas a 270º de intervalo de ignição, produzindo incríveis 93,8 cv de potência a 5400RPM e 15,39 kgfm a 3550RPM, ou seja, muita força já disposto quase que em marcha lenta.

Para parar conta com pinças de freio Nissin de quatro pistões e discos duplos flutuantes de 310 mm na dianteira, com pinça de freio Brembo de dois pistões e disco fixo de 310 mm na traseira com, importante, sistema ABS que vem de série.

Seu habitat é longas rodovias, sinuosas ou não, seu motor pulsa e desnecessário ficar cambiando, mesmo em trechos urbanos a vibração para punhos e pedaleiras é mínima, não causando qualquer desconforto.

São 6 marchas bem escalonadas, cujo engate é bem suave, com transmissão final por correia dentada, que garante menos manutenção e não necessita lubrificação durante uma viagem, por exemplo.

A Triumph gosta de destacar o ronco do motor que para isso conta com um  sistema de escape desenvolvido para este fim. No visual do conjunto, destaque para o par de tubos coletores amplos que sai dos cilindros com um corte simples, antes que estes se dobrem em direção aos silenciadores, em uma homenagem à herança venerada do tradicional cilindro duplo paralelo. Vale destacar as aletas usinadas e a tampa cromada do propulsor, instaladas junto à caixa de motor, e os tambores escuros, que formam um visual bonito.

É bem possível que com esta moto, que você saia ao raiar do sol e só lembre-se de voltar para casa quando surgir a lua, para isso a Commander conta com faróis duplos tradicionais da marca, emblemas Commander feitos sob medida e pelo conjunto de lanterna e indicadores traseiros em LED, que, juntos, cumprem bem a função de iluminar seu caminho e se fazer visto, e dar personalidade própria ao modelo.

Rodando com a Commander na rodovia em momento algum a temperatura do motor incomoda, todavia, em congestionamento a temperatura chega a incomodar, mas ela está fora de seu habitat, afinal um motorzão desse precisa respirar.

E numa tocada tranquila cidade/rodovia, fez boas médias: a melhor 20,5km/l (trecho maior em rodovia) e a pior 16km/l(trecho maior na cidade).

Se você curte o estilo minha dica é você conhecer de perto este modelo que apesar da fabricante oferecer uma gama de acessórios, está pronta para viajar.

Para saber mais sobre a Thunderbird Commander clique aqui 🙂

Thunderbird Commander

André Garcia é motociclista, advogado especialista em Gestão e Direito de Trânsito, colunista na imprensa especializada de duas rodas, idealizador do Projeto Motociclismo com Segurança que busca aculturar a sociedade em segurança viária por meio de palestras e aulas de pilotagem, laureado com o Prêmio ABRACICLO de Jornalismo em 2008 – Destaque em Internet e em 2013 – Vencedor em Revista, com matérias de segurança viária, foi homenageado pelo Dia Internacional do Motociclista em 09/08/2013 pela Câmara Municipal de São Paulo e Associação Comercial de São Paulo com o Troféu “Marco do Paz” destinado a quem se destaca em trabalhos de ação social e pela construção da cultura de paz no mundo.