Lançada em agosto de 2015, a Yamaha YZF R3, ou simplesmente Yamaha R3, desembarcou no Brasil com a presença especial de Jorge Lorenzo.

Com esse lançamento, a Yamaha entra na briga pelo segmento das “minis esportivas”, dominado atualmente pela Kawasaki, com a Ninja 300 e abandonado temporariamente pela Honda, uma vez que a monocilindrica CBR 250 não fez frente à ninjinha. Agora a briga vai ficar boa. Será que a R3 vai tirar o reinado da Ninja 300?

Não há como saber a resposta, uma vez que o sucesso de vendas de uma motocicleta depende, na minha opinião, não apenas do desempenho da motocicleta, como também do preço de venda, custo de manutenção, confiança na marca e gosto do público por aquele modelo. Mas posso falar das minhas impressões com a Yamaha R3.

Desde o lançamento, já tinha me apaixonado pelo design da YZF R3. A mini esportiva da Yamaha tem carenagem, rabeta e escapamento inspirados na R6, sua “irmã mais velha”, de 600cc.

Por sorte a Yamaha enviou para testes o modelo na cor Racing Blue – meu preferido dentre o vermelho e preto- o que aumentou ainda mais meu prazer em pilotar essa motocicleta. A R3 tem um ronco imponente, claro que não da para comparar com motocicletas de 4 cilindros e/ou com mais centímetros cúbicos, mas a “errezinha” tem um ronco gostoso de ouvir.

Yamaha R3 – Pilotagem na rua

Embora a Yamaha R3 traga consigo o DNA Racing, que remete a alto desempenho nas pistas, a proposta da motocicleta é de também ser usada no dia a dia, como diz o slogan: “A superesportiva de todos os dias”. E ela é confortável na pilotagem urbana, como citado no vídeo, não apenas pela posição do guidão, que garante uma ótima ergonomia, mas também pelo encaixe das pernas, o tanque fino permite que elas se acomodem muito bem.

A carenagem deixa a “mini” com aparência de moto grande e pesada, mas é só aparência. Mesmo com 170kg (com ABS), a R3 é leve e fácil de levar. Isso se deve graças ao trabalho dos engenheiros da Yamaha em distribuir o peso da motocicleta, 50% na frente e 50% atrás. O sistema de escapamento, no estilo 2 em 1, fica posicionado próximo ao quadro para melhorar a centralização de massa e deixar a moto mais ágil em mudanças de direção.

O chassi também contribui para a “leveza” da motocicleta. Fabricado com tubos de aço de alta qualidade e resistência, garante uma pilotagem esportiva ágil e com muita estabilidade.

O motor bicilíndrico possui 321cc, arrefecimento líquido, 4 válvulas por cilindro e injeção eletrônica. Segundo a montadora japonesa, ele foi confeccionado com materiais nobres garantindo menor peso, menos vibração, mais conforto e melhor dissipação de calor, como os pistões forjados em alumínio e o cilindro com a tecnologia DiASil Yamaha, 80% de Alumínio e 20% de Silício, inédita em motores de 2 cilindros da Yamaha.

A suspensão é aceitável para pilotagem na cidade, mas é bom evitar os buracos. A suspensão dianteira possui tubos internos de 41 mm. A suspensão traseira é do tipo Monocross e forma um conjunto leve e compacto, que contribui para melhor centralização de massa, transmitindo ao piloto uma sensação agradável durante a aceleração e a desaceleração. O amortecedor traseiro ainda possui 7 ajustes de pré-carga para adequar-se melhor ao tipo de pilotagem, piso e carga.

Com 42cv, a Yamaha R3 é a moto mais potente da categoria. Comparando com a Ninja 300 -modelo 2015-, a R3 possui não apenas  mais cavalos (42cv contra 39cv), como também é 4 kilos mais leve que a Ninjinha.

O tanque de combustível possui capacidade de 14litros e o consumo na cidade foi de 19,8km/l.

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Diferenciais da R3 – Prós

Painel completão. Composto por um conta-giros analógico à esquerda e display LCD à direita, iluminado por LED, o painel conta com indicador de marcha, nível de combustível, temperatura da água, relógio, hodômetro total e dois parciais, indicador de troca de óleo, consumo médio e instantâneo de combustível e Shift Light (sistema que mostra a hora certa de trocar de marcha, ativado a partir de 7.000rpm, útil para uso nas pistas), como na R1, com 3 níveis de luminosidade.

Design. É uma moto que dá orgulho ao seu dono.

Leveza e facilidade de pilotagem. Muito fácil de fazer curvas

Não foi comentado no vídeo, mas uma coisa muito boa que a R3 tem é o retrovisor. Ao ser retraído, o retrovisor sobe ao invés de ir pros lados. Pode parecer uma coisa sem importância mas é um detalhe que faz toda diferença em motos esportivas (onde o guidão fica “dentro” da carenagem), pois dependendo da posição -retraída- do retrovisor ele pode encurtar o movimento do guidão fazendo você cair ao tentar realizar uma curva.

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Pontos negativos da R3

Para a proposta da Yamaha, a R3 é perfeita. Só te um “problema”: o preço.

A R3 tem preço partir de R$19.990 e preço máximo de R$22.890, para a versão ABS, modelo 16/16. Com quase esse último valor é possível adquirir uma moto de 500cc usada.

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A quem se destina a R3?

A mini esportiva da Yamaha é uma ótima porta de entrada para os amantes do “estilo speed”. Pode ser sua primeira motocicleta sim, e até ser utilizada como meio de transporte, desde que seja considerado alguns itens como:

Custos com manutenção: Além do custo de revisão é importante lembrar que ao utiliza-la no dia a dia o desgaste das peças é maior, sendo necessário considerar os custos das peças de reposição.

Necessidade de levar garupa: Assim como todas as esportivas, o banco do garupa não é confortável. Sendo assim, se é preciso levar garupa com frequência, talvez a R3 não seja uma boa opção como meio de transporte.

Necessidade de levar baú: É muito comum as pessoas sairem do trabalho e ir direto para a academia, faculdade, etc. Gerando a necessidade de levar muitos itens consigo. Sem contar com as roupas de chuva, tão importante para os motociclistas como bota e capa de chuva. Tudo isso faz com que muitos motociclistas utilizem baú. Não há nada de “errado” em ter baú em moto esportiva, mas esteticamente fica feio. Mas vai de cada um.

A Yamaha R3 também se destina para quem quer “brincar” nas pistas. Se a intenção é ter uma motocicleta para andar na pista, participar de cursos e track days a R3 é uma ótima opção, em comparação às motocicletas de 600cc ou 1000cc. Sem dúvidas com a R3 é diversão na certa.

Resumo

Quando sentei na motocicleta ela “vestiu” de tal forma que eu senti que toda minha vida havia pilotado uma R3. Impossível era parar de sorrir debaixo do capacete, fui feliz.

Gosto de dar um adjetivo às motocicletas que avalio, a palavra é Divertida. É muito divertido andar na R3. Além de ótimo desempenho é uma motocicleta que da orgulho em pilotar, ela é muito bonita. Não resisti e fiz um mini ensaio na Avenida paulista.

É uma motocicleta que pode ser adquirida por iniciantes e até pode ser usada como meio de transporte, desde que levadas em consideração a questão dos custos de manutenção.

Certamente a R3 é uma motocicleta que eu teria na minha garagem.

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Capacete MT Blade Monocolor Jaqueta Riffel Summer

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Capacete MT Blade Monocolor