Após sete anos, rolei no asfalto. Quatro vezes pra ser mais precisa. A gente realmente não imagina que vá acontecer conosco, mas acontece. E comigo foi em plena recuperação do fim de um relacionamento também de sete anos. Ou seja, duas porradas pra dar conta. Haja terapia!

No meu caminho, uma porta de passageiro aberta em plena via expressa da zona sul do Rio de Janeiro. Enquanto eu conduzia o corredor a 40-50km/h sendo seguida por uma galera masculina (olha o poder na pilotagem rá!)

Aguardando entrada pro raio-x.

Aguardando entrada pro raio-x.

Brincadeiras à parte, eu apenas machuquei as pernas. Cabeça, tronco, membros superiores e pés estavam super protegidos. Tanto que a equipe de socorristas teve dificuldades de chegar até minha coluna para imobilização ou checar meus batimentos cardíacos.  Mas as pernas, essas sim, registraram o mole que eu dei em não dar uma atenção especial a elas apesar de estar com uma segunda pele por conta do frio e uma outra calça fina por cima. Resultado: na hora, apenas um raladinho e nada de dor. Três dias após a queda, aquela luxação que me impedia movê-las. Senti de perto o que é ser cadeirante.

O tempo passou e eu me recuperei. A moto também. O coração, melhor ainda.

Diferença de antes do acidente pra agora? Sim.

Qual? A paixão por duas rodas só aumentou, porém, junto com ela, o respeito ao perigo.

Após três dias da queda.

Após três dias da queda.