Meninas, óleo do motor é coisa séria. O motor é o coração da moto e o óleo é como se fosse o sangue do nosso corpo que, no caso da moto, lubrifica todas as peças internas e é responsável pelo desempenho do motor.

Não importa qual o estilo da moto, tem motor, tem que trocar óleo! Conheço uma pessoa que por ter scooter achou que nunca deveria trocar o óleo… resultado? Fundiu o motor…

Segundo o especialista Roberto Agresti, colunista do G1, não basta apenas trocar o óleo no prazo recomendado pelo fabricante. Motores de motocicletas, em geral, são mais exigidos que os de automóvel. Especialmente nos motores refrigerados a ar, o óleo tem dupla função, lubrificar e refrigerar o motor, o que torna vital prestar atenção nele.

E mais: nas motos o óleo do motor cumpre papel duplo, pois, ao contrário dos motores automobilísticos, que têm óleo de motor e óleo de câmbio, nas motos o óleo é um só. Rodar com óleo vencido é um grande pecado, assim como é grave o descuido do nível recomendado. Habituar-se a verificar se a quantidade está correta pela varetinha (ou pelo mais prático visor, que há em alguns modelos) deve ser um ritual frequente.

E se o óleo baixou? Opa, opa… Motores consomem óleo, mas isso deve ser algo mínimo (às vezes a quantidade admissível está indicada no manual da moto). Mas se o consumo do óleo se tornar alto – 20% do volume total entre os intervalos de troca já é muito –, procure saber a causa.

Observar o chão do lugar onde a moto fica estacionada em busca de manchas é o procedimento mais óbvio. Se há pingos, descubra de onde eles vêm.

Se o motor não tiver sinais de vazamento evidentes, mas apenas locais úmidos, “babados” (nos quais frequentemente a fuligem adere e forma sujeirinha), o mecânico deve avaliar. Pode ser o caso de substituir juntas cansadas ou ver se tal perda não ocorre por conta de uma bem mais grave trinca no metal.

Grave mesmo será se a ponteira de escape estiver úmida e, quando o motor for acelerado, dela sair fumaça. Este é o sinal que está na hora de uma retífica, ou ao menos uma troca dos anéis e verificação da vedação das guias de válvulas.
Próximo artigo vou falar da calibragem dos pneus. Tem dúvidas, sugestões de matérias, críticas, etc?

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Beijos da Pereirão 🙂