É faz tempo que não escrevo aqui e depois de um fim de ano com muitas surpresas (boas e ruins) e com um texto iniciado há mais de um mês, decidi sentar e terminar de escrever sobre um tema já debatido mas que ainda me traz motivos para pensar a respeito: o que é fazer parte de um Moto Clube ou Moto Grupo?

A gente vê a explosão de vendas de motos para a galera curtir o verão, fazer uma grande viagem e depois se desfazerem delas. Percebo aí que existem vários interesses envolvidos, o que não descredencia ninguém de ser motociclista mas que em algum momento me incomoda porque alguns só se importam com o status do seu “rolezinho”.

Há também aqueles que não se encaixam em um grupo e criam o seu próprio sem regras, estatuto, e em muitos casos o único critério é ser amigo do dono. Por isso ainda há tanta discriminação quanto aos MC e MG porque nem todos entendem os ideais de irmandade e companheirismo. E nem todos auxiliam um irmão na estrada nem se solidarizam nos grupos.

Vou dar um exemplo que vivi nesse final de ano. Fui para o litoral do Paraná de moto com meu companheiro. Como tive um aborto recente decidi não ir pilotando e fui de garupa. Tivemos problemas com a moto próximo à cidade de Irati-PR e avisei em um grupo no whats, o M&V=A (Moto & Viagens = Amigos) sobre nossa situação e na mesma hora já tinha parceiro ligando, chamando privado no whats, colocando carretinha à disposição, perguntando que tipo de apoio precisávamos. Foi bonito de ver, confesso.

Logo do grupo de apoio Moto & Viagens = Amigos

Deixamos a moto em Curitiba e seguimos viagem rumo ao litoral, de ônibus mesmo. E esse espírito de parceria, de poder contar com um amigo que nem conheço fez com que nossas férias fossem inesquecíveis, apesar do problema mecânico. É um privilégio participar desse grupo e desse mundo espetacular. Essas amizades levamos para a vida!

Isso só aumenta a minha certeza de que ser motociclista e pertencer a um grupo é muito mais que vestir um colete… Tem que estar na pele, fazer parte da sua vida.

Não é modinha, que um dia está na sua timeline e depois desaparece.

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Ladie clássica

Pense em como você entrou para esse mundo? O que te motivou a aprender a pilotar? Quem foi seu espelho, seu guia? Foi algo que sempre quis ou aprendeu a gostar?

Uma coisa eu sei: Quem é, é e pronto. Independente do tipo de moto; se tem moto no momento. A gente olha e já sabe que é.

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Pré-wedding da Felina Gizeli

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Oh Glória! Último rolezinho de 2016

E as amizades verdadeiras nos grupos? Ah, essa é a melhor parte. Como na música da Demi Lovato, precisamos entender que depois de adentrar nesse mundo e pertencer a um grupo você mudará por dentro, e quando você perceber o mundo ganha vida e tudo está bem, do começo ao fim quando se tem um amiga.

É estar juntas nas festas, nos eventos, aniversários, casamentos, mas também participar das ações solidárias, se doar ao outro, nem que seja alguns minutos de conversa com aquele viajante que está na cidade rumo a outro destino. É se preocupar com a outra, que está passando por dificuldades; que está lutando para trocar sua moto ou simplesmente apoiar aquela que teve que vender sua moto por questões pessoais.

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Pinga na Lama

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Desfile de aniversário de Foz do Iguaçu

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Pinga na Lama

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Festa Junina do MG BR-277

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Evento Festa Maína

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Festa dos Indomáveis – Cascavel

Com as mulheres, muitas vezes, as situações adversas são maiores, com família, filhos, trabalho… mas somos fortes o bastante para saber como priorizar nossas vidas e ainda assim participar desse mundo fantástico do motociclismo.

Tenho orgulho de olhar para algumas mulheres e saber que são e continuarão sendo motociclistas porque faz parte de suas vidas: são autênticas. É um dom! It’s a gift!

E você? Como entrou para esse mundo do motociclismo? Conta pra gente 😉

Boas estradas e venha para o meu mundo!