Muitas meninas me perguntam como e por que comecei a andar de moto, por isso resolvi escrever este artigo, para informar e motivar as (futuras) motociclistas.

Tudo começou em novembro de 2009, quando mudei de emprego e precisava fazer um trajeto de aproximadamente 17 quilômetros. No começo eu fazia esse percurso de metrô+ônibus, porém devido ao trânsito caótico da 23 de maio no começo da tarde (quem mora em São Paulo sabe como é), todo dia perdia a primeira aula da faculdade. Foi nesse momento que eu decidi: “Vou comprar uma moto!”

-“Não compra, é perigoso!!!”-

-“Não é melhor comprar um carro?”-

-“Meo , eu conheço um amigo que quase se matou de moto… Tem certeza???”-

-“Você vai morreeeeer!!!”-

Os comentários acima, “bem motivadores” foram alguns, dos muitos, conselhos que recebi quando disse que iria comprar uma moto. Ok, algumas pessoas me apoiaram, mas poucas, a maioria foi contra. Mas tudo bem, eu estava decidia, ou era isso ou seria reprovada na tal disciplina da primeira aula…

Porém veio outro “problema” que moto comprar? Embora já tivesse habilitação A, não tinha prática com motocicletas e isso era um problema para enfrentar o trânsito logo “de cara”.

Pesquisei e pesquisei e resolvi comprar a Burgman 125cc. Na época me pareceu ser a melhor opção custo-benefício.

Eu pensava: “Ahh, não deve ser difícil, gente!!! A Burgman 125cc…É só acelerar!!!” (e frear… a Sabrina Sato esqueceu de avisar na propaganda da scooter… rs).

Realmente, não é difícil pilotar uma Burgman, porém reconheço que é bem diferente de carro – principalmente nas questões de segurança.

Moto não tem cinto de segurança, você é o para-brisa, e no caso da scooter na qual o piloto vai sentado (não montado igual a uma motocicleta) qualquer buraquinho que você passar você se desequilibra. Outro ponto de atenção é na hora da frenagem, assim como na bicicleta é preciso muito cuidado e atenção na hora de distribuir a dosagem entre o peso traseiro e dianteiro (iremos abordar um artigo só para freios. Se cadastre no site e receba as novidades).

No começo sentia muito medo de andar no trânsito… era carro, ônibus, moto, pedestre, bicicleta, cachorro, tudo ao mesmo tempo! Até perdi as contas dos retrovisores de carros que eu bati (que vergonha!!!), quantos xingamentos levei, quantas “risadinhas” pelas costas devem ter feito de mim. 

Mesmo sabendo de tudo isso nunca desisti, persisti. Levei tempo até ter confiança para encarar o “temido” corredor (andar no meio dos carros não é infração, tá!).

Ninguém nasce sabendo. Confesso que praticamente aprendi tudo sozinha, graças às quedas, às observações que fiz no trânsito e às conversas com outros motociclistas mais experientes. Foi só dois anos após ter comprado minha moto que fiz o primeiro curso de pilotagem.

Atualmente não tenho mais uma scooter (agora passo marcha… rs), mas continuo a encarar todos os dias as ruas da capital paulista, com muito cuidado e prudência. Porém hoje estou mais segura e consciente das minhas atitudes encima da motocicleta.
E quando me perguntam se não tenho medo de andar de moto, respondo que sim, assim como tenho medo de andar de avião (rsrsrs), mas no caso da moto, sou eu que estou no comando.

Cada vez mais as meninas me procuram dizendo que querem comprar uma moto e me pedem dicas de pilotagem, trânsito, acessórios,etc. Eu respondo a todas com o maior prazer, porém uma coisa que me “incomoda” muito é ver que muitas nem iniciaram o processo de habilitação da categoria A e já compraram ou estão comprando uma moto.

Não pode! Antes de comprar uma moto deve-se primeiro tirar a habilitação. Não que o curso ministrado na auto escola seja 100% completo e você vá sair a melhor piloto do mundo, mas vai te dar noções básicas encima da motocicleta, além de evitar problemas com a lei, certo?

Veja algumas dicas para quem é iniciante e quer comprar uma moto

  1. Antes de mais nada seja habilitado na categoria “A”;
  2. Escolha uma moto que seja fácil para você (mesmo que não seja sua moto dos sonhos), levando em consideração sua altura e peso, , tipo de solo que a moto irá percorrer, peso da moto, etc. Por experiência pessoal, recomendo a mulherada a começar com uma moto usada;
  3. Compre equipamentos de segurança. E não estou falando só de capacete não. Falo de jaqueta, luva, calça e bota.  De que adianta gastar uma fortuna com cremes, maquiagens, roupas e academia e arrebentar-se toda no chão;
  4. Esteja sempre preparada para o pior. Sei que muitos alguns podem criticar esta dica, mas é verdade. Se você pilotar achando que o carro pode mudar de faixa sem avisar, por exemplo, você estará mais atenta. Isso se chama direção defensiva. Pilotar levando em consideração não apenas suas ações, mas as do outro;
  5. Pilote com atenção. Sim, este é um resumo da dica anterior. Nunca é demais reforçar. 😉 Afinal, pilotar uma motocicleta pode SIM ser um meio de transporte seguro; e
  6. Nunca desista, seja persistente. Não importa se você deixa a moto morrer, ou se ainda está um pouco atrapalhada. Se ainda não se sente segura ainda, vá na faixa da direita ou atrás dos carros. Não ligue para a opinião dos outros. Só você sabe seus medos e dificuldades e só você saberá o prazer da conquista quando superá-los.

Se você ainda está na dúvida se compra ou não compra uma motocicleta, veja (Aqui) um artigo interessante para te ajudar a decidir.

Deixem suas dúvidas, perguntas, comentários e sugestões de pautas nos comentários abaixo. Compartilhe sua experiência com a gente.

Moto Beijo